Não me sinto eu. Sinto-me cansada e farta de tudo.
Quando preciso de alguém viram-me as costas. Não quero ter que te pedir para vires ter comigo, quero que apareças no momento certo. Há alturas em que um abraço, especialmente teu, faria toda a diferença. A sensação de teres um porto seguro para o qual podes fugir sempre que sentes que estás sozinha apesar da multidão à tua volta, sempre que te sentes frustrada, farta de tudo, cansada e que tens a cabeça transformada numa confusão de ideias, sentidos, perguntas, vontades, obrigações e mais confusões ainda. Começas a aperceberes-te de que o tempo não para, contrariamente ao que te convinha naquele momento e a tua busca incessante por algo que te vai fazer sentir segura e confortável começa a um ritmo do qual tu nem te apercebes.
No fim, o que tu mais queres é sentires uns braços que verdadeiramente te desejem, uns que te façam sentir que está tudo bem, que te façam sentir que tens ali um porto de abrigo.
Um abraço desses era o que tu querias agora, não era? Sem ter que o pedir. Sem teres sequer que falar no assunto. Só porque às vezes te sentes sozinha quando estás rodeada daqueles que gostam de ti, daqueles que não sabem qual o momento certo para te abraçar, até porque tu não te mostras assim, és uma boa actriz. Representas e representas a cada dia que passa, mas como qualquer actriz, tens os teus intervalos e as tuas folgas e parece que é nesses momentos em que o mundo se apercebe de ti e te abraça. Mas não é nessas alturas que tu precisas...

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